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Volta às aulas: educadora comenta sobre a insegurança dos pais no ensino presencial

O governo de São Paulo anunciou o adiamento da retomada das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas para o dia 07 de outubro


Crédito de Imagem: Taylor Wilcox / Unsplash

Segundo o governo, no dia 08 de setembro, data que estava prevista o retorno das aulas, será permitido a reabertura das escolas para a realização de atividades de reforço e acolhimento. E permitirá o uso de laboratórios e bibliotecas. A escola precisará estar em uma região do estado na fase amarela do Plano São Paulo por pelos 28 dias seguidos.

De acordo com a educadora Andrea Deis, a retomadas das aulas em outubro causa ansiedade e insegurança dos pais em levar seus filhos à escola sem uma vacina segura. As crianças não têm maturidade emocional e comportamental para manterem o isolamento quando estão nos seus meios sociais, principalmente na educação infantil, fundamental e ensino médio.

Segundo Andrea, para que os pais fiquem seguros, a escola deverá garantir que nenhuma criança resfriada entre na escola além das crianças com febre. A não utilização de bebedouros, a não aglomeração nos intervalos e recreio, as janelas sempre abertas, ar-condicionado central desligado pelo alto índice provável de bactérias. O não compartilhamento de materiais individuais, famílias das crianças que não tenham casos de Covid-19. A utilização das máscaras nas condições adequadas, higienização dos sapatos, dos banheiros, das maçanetas, das mesas e cadeiras.

"O mais importante que a volta e assegurar que não ocorra evasão escolar, e para isto são importantes as negociações e recursos disponíveis como: Acolhimento as dificuldades, aproximação, as crianças estão recebendo conteúdos, mas não estão retendo na mesma ordem, rever a quantidade de informação. E monitorar a aprendizagem continuamente é muito importante mais do que cumprir ementas. Ao retornar, cada professor teria que fazer uma checagem desta retenção e resgatar antes de seguir para não gerar lacunas nesta jornada" afirma Andrea.

Neste momento é evidente que as famílias desejam sentir segurança e para isso é necessário que elas tenham informação. A educadora ressalta que as escolas deveriam perguntar, ouvir, se colocar no lugar das famílias para tomarem decisões e não tomar decisões unilaterais, se as partes estão envolvidas devem ser consultadas, inclusive formar um comitê de risco com a participação dos pais. 

"Os papéis devem ser respeitados e preservados e o propósito maior deve ser assegurado: Garantia a Vida e retenção dos alunos na escola, este é o presente. Readequação de caminho, ementas e conteúdo será o futuro. Para chegar no amanhã precisamos passar pelo hoje", diz Deis.

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