• Tatiana Carvalho

Rappi vem aí para vender pacote de turismo e viagem de negócio


Créditos de Imagem: Angelo Dal Bo

Após captar US$ 300 milhões, a Rappi lança nesta quinta-feira (8) a funcionalidade de viagens em seu aplicativo, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. É que a nova vertical de compras vai permitir que os usuários façam remarcações e peçam reembolso no app, além de oferecer pacotes que incluem hospedagem e transporte de avião ou de ônibus. 


"A gente vai ser um portal de viagens nacionais e internacionais que vai prover comodidade e conveniência para resolver tudo com o toque da sua mão, de modo que você não precise pegar o laptop ou o telefone para nada", conta Sergio Saraiva, presidente da Rappi no Brasil. 

Além das viagens de turismo, o aplicativo contemplará estadias e voos para executivos. Nesse sentido, todos os gastos com as viagens de negócios, incluindo a alimentação, ficarão registrados no app. "Ou seja, a prestação de contas será feita antes mesmo de voltar. Isso reduz o custo operacional para as empresas e oferece mais conveniência para os usuários", diz.


Super App


Quando a Rappi foi criada há cinco anos, já tinha o objetivo de ser um super app - hoje, ela é avaliada em US$ 3,5 bilhões. Ou seja, um aplicativo que integra várias funcionalidades, como entrega de supermercado, restaurante, farmácia ou qualquer de outra coisa (literalmente), além de vender ingressos de espetáculos e - agora - pacotes de viagem.


"Somos diferente dos concorrentes, pois nascemos como várias empresas dentro de uma só. A gente mira ser o super app da América Latina e está bem avançado nesse caminho. Mas não vamos ter a mesma cara do super app da China, pois tem coisas que só funcionam lá. O que queremos é ter a cara do morador latino-americano e atender as demandas daqui", afirma.


Entre outras frentes, a companhia pretende incrementar as funções da carteira digital Rappi Pay. "É natural de um super app passar pela gestão das finanças, porque o dinheiro circula entre os parceiros e usuários", diz.


Segundo o executivo, os concorrentes - sejam eles aplicativos de entrega, bancos ou varejistas - tentam replicar a tese de super app, mas só conseguem atuar em um determinado segmento. "Tem aplicativo só de e-commerce, outro só de delivery. Então, no final, todos eles vão acabar disputando espaço no celular dos usuários", afirma. E ganhará aquele que oferecer tudo dentro do mesmo ícone. 


Para acelerar a competitividade, está no radar da Rappi a aquisição de companhias. "Se tiver algo que tenha 'fit' com nosso DNA e nossa tecnologia, a gente vai certamente comprar. E tem. Está sempre aparecendo coisa interessante nesse mercado", diz Saraiva.


Pós-pandemia


Durante a pandemia, houve um aumento extraordinário do número de usuários e de pedidos no aplicativo. Mas e depois da descoberta da vacina ou de um remédio para a Covid-19?


"Teve esse pico e estabilizou. Se a pandemia acabasse agora (e espero que acabe o quanto antes), muitos usuários permaneceriam, pois houve de fato uma mudança nos hábitos de consumo. Mas a frequência de compra e o tíquete médio devem ser impactados negativamente", diz Saraiva.



Por Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo

Leia mais em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2020/10/08/cvc-que-se-cuide-rappi-vem-ai-para-vender-pacote-de-turismo-e-viagem-de-negocio

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