• Giovanna Leopoldi

PIX: O que é e como funciona o novo sistema de pagamento instantâneo

Operações serão feitas, principalmente, pelo celular, podendo substituir cartões, TED e DOC; sistema começa a funcionar no dia 16 de novembro


Em um mês e meio o sistema bancário brasileiro deve passar por uma revolução com a chegada do Pix, o meio de pagamento instantâneo do Banco Central, que começa a funcionar no dia 16 de novembro.


O novo sistema será mais rápido e prático que as transações feitas por DOC, TED ou boleto bancário e deve transformar o modo como o consumidor paga contas, transfere valores e faz compras, dispensando o uso de cédulas e de cartões. Tudo será feito pelo smartphone.


Instituições financeiras e de pagamento com mais de 500 mil contas, que incluem os principais bancos do País, serão obrigadas a oferecer a opção a seus clientes - os sistemas hoje em vigor, como o cheque e os pagamentos com cartões de débito, continuarão existindo.


Modelos equivalentes já funcionam em outros 50 países, como China, Índia e Reino Unido.

PELO MUNDO

Países que usam sistemas de pagamento instantâneo divididos pelo período de adoção do modelo



Por aqui, a novidade obrigou instituições financeiras a investirem pesado em tecnologia e segurança e provocou uma corrida em busca de clientes. No dia 5 de outubro será dado o passo mais perceptível na instalação do sistema: a partir dessa data consumidores e empresas poderão cadastrar a "chave" para vincular sua conta ao Pix.


O que é o Pix?


O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. É um meio de pagamento, assim como são os boletos, a TED, o DOC, as transferências entre contas e os cartões de pagamento (de débito ou de crédito). A diferença é que o novo sistema permite que a operação seja feita em qualquer horário e com mais rapidez.



A expectativa do Banco Central é de que as operações sejam liquidadas em até 10 segundos. Isso significa que, quando um cliente pagar um restaurante durante a madrugada com o Pix, o dinheiro cairá quase instantaneamente na conta do estabelecimento.


O Pix não é um aplicativo, mas um meio de pagamento que será oferecido pelos prestadores de serviço de pagamento, como bancos e fintechs, em seus diversos canais de acesso, principalmente o celular.



Quem pode usar?


Qualquer consumidor ou empresa que tenha conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga em instituição financeira ou de pagamento participante do Pix. Veja aqui a lista de instituições em processo de adesão.

As transações podem ser feitas entre pessoas físicas, entre pessoas físicas e empresas, entre empresas e entre pessoas físicas e o poder público. O serviço poderá ser usado, por exemplo, para pagar por uma faxina em casa, pelas compras na feira, no e-commerce ou para quitar a conta de luz.


As operações serão concentradas no celular, mas também poderão ser feitas pelo internet banking (computador). Desde que seja um smartphone, não há requisitos técnicos para o modelo do celular, é preciso apenas ter conexão com a internet.

LIMITES

Os parâmetros de valores para transferências e pagamentos por meio do Pix precisarão ser os mesmos de produtos concorrentes. Se um banco estabelece limite de R$ 20 mil para a TED de um cliente, esse também será o limite para o Pix. Se um cliente tem teto de R$ 5 mil para compras com cartão de débito, esse valor será a referência para pagamentos por meio do Pix. Com isso, o Banco Central busca fomentar a concorrência entre os diferentes produtos e garantir que os bancos ofereçam o novo modelo.

CUSTO

Quem fizer pagamento ou transferência pelo Pix não terá nenhum custo. No caso de pagamentos, a lógica será semelhante à do uso do cartão de crédito ou débito: o cliente não paga nada para usar o plástico numa compra.


Nas transferências, o Pix terá uma vantagem em relação à TED e ao DOC - o custo das operações será pago pelo recebedor. Assim, quando o cliente pagar uma conta, o estabelecimento comercial poderá ter de arcar com a despesa pela transação. Isso porque a instituição financeira responsável pela transferência terá um gasto - de R$ 0,01 para cada dez transações.


O que muda na vida do consumidor?


O Pix vai facilitar os pagamentos e transferências em geral. Veja a comparação com TED, DOC e boletos.


O pagamento ou a transferência por meio do Pix também poderá ser agendado para uma determinada data futura. Por esse modelo, será possível, em tese, que um estabelecimento comercial ofereça compras parceladas “sem juros”, como um cartão de crédito. A oferta dessa modalidade, porém, é facultativa, o cliente deverá verificar se a instituição da qual é cliente oferece essa opção.


O pagador e o receber sempre vão receber um comprovante da transação pelo Pix. No caso do pagador, o comprovante deverá conter, no mínimo, o número da transação, o valor, a data/hora, a descrição da transação e as informações do destinatário (quem receberá o Pix).

O histórico das transações, assim como seus comprovantes, devem estar disponíveis no extrato da conta habilitada para fazer o Pix na instituição financeira.


ATENÇÃO AOS ERROS

Por serem quase instantâneos, os pagamentos e as transferências pelo Pix podem exigir atenção maior dos usuários. Após liquidada uma operação, eventuais devoluções somente poderão ser feitas com autorização do recebedor. Em outras palavras, um erro de transferência exigirá que o recebedor dos recursos reconheça o engano e faça o estorno.


Por O Estado de S.Paulo

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