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ONG beneficia famílias vulneráveis e comércio local em Salvador


Moeda local Umoja teve aumento aceitação de 60% no comércio do bairro nos meses de apoio recebido pela Visão Mundial (Foto e vídeo: Gabriel Dias / Visão Mundial Brasil)


A crise financeira desencadeada pela pandemia de COVID-19 pode colocar entre 40 milhões e 60 milhões de pessoas na extrema pobreza, segundo estimativas do Banco Mundial. No Brasil, a pandemia já deixa 41 milhões de pessoas sem emprego, de acordo com o IBGE. Na tentativa de amenizar essa situação e garantir que famílias mais vulneráveis tenham uma alternativa para se manter durante a crise, a Visão Mundial tem atuado com parceiros em programas de transferência emergencial de renda. Uma delas é com o incentivo às finanças solidárias, no bairro do Uruguai, em Salvador (BA).


Nos meses de julho e agosto, 41 micro e pequenos empreendedores receberam um incentivo financeiro, por meio de parceria estabelecida com o Banco Comunitário Santa Luzia. As pessoas beneficiadas foram escolhidas por movimentarem o comércio do bairro e por terem crianças e adolescentes atendidos pela Visão Mundial.


Cada família recebeu o valor total equivalente a R$ 600, que foram convertidos e entregues na moeda Umoja, criada pelo Banco Comunitário Santa Luzia para movimentar o comércio do bairro. “Finanças solidárias partem do princípio de que a rede do comércio local precisa estar em movimento. Hoje, através desse recurso, a família consegue ter uma autonomia e aumentar sua autoestima, porque agora tem um poder de compra nas mãos, fortalecendo o empreendimento local, contribuindo com a comunidade”, ressalta Tiago Muniz, agente de crédito do Banco Comunitário Santa Luzia.

Por dois meses, 41 famílias atendidas pela Visão Mundial do bairro do Uruguai, em Salvador, receberam apoio financeiro para amenizar a crise financeira em decorrência da pandemia de COVID-19 (Foto: Gabriel Dias / Visão Mundial Brasil)


Uma das pessoas beneficiadas pelo incentivo financeiro foi Mônica. Mãe de dois filhos, de 15 e 11 anos, ela trabalha como revendedora autônoma de produtos de beleza há 13 anos. Desde o início da pandemia, por ser de grupo de risco, ela não consegue mais sair para vender seus produtos – com isso, a renda da família acabou comprometida. " A pandemia atrapalhou meu trabalho, eu fiquei presa dentro de casa, e, com isso, minhas vendas caíram. Mas com o valor que recebi, pude comprar gás, ir ao mercado e suprir as necessidades da família”, conta.


Levantamento prévio feito pelo Banco Comunitário Santa Luzia aponta que, desde o início da parceria com a Visão Mundial, a aceitação da moeda local aumentou em 60% no comércio do bairro do Uruguai. “Mesmo com um pequeno valor, percebemos que essas famílias conseguiram suprir necessidades básicas de seus lares e até investir em seus pequenos comércios. Isso gera mais sustentabilidade, o dinheiro se mantém em circulação dentro do comércio do bairro. Foram 41 famílias, mas que, indiretamente, beneficiaram a muitas outras”, ressalta a Gerente Nacional de Projetos Especiais da Visão Mundial, Renata Cavalcanti.