• Giovanna Leopoldi

Levantamento aponta que 34,64% dos brasileiros estão insatisfeitos com a volta às aulas presenciais

Estudo conduzido pela empresa de tecnologia Knewin analisa o sentimento das pessoas na volta às aulas, com termos como “não tem vacina” e “praia pode, escola não"


Imagem: Rodolfo Santos/Getty Images/iStockphoto

A Knewin, empresa de tecnologia que usa inteligência artificial para transformar negócios, promoveu um monitoramento no Twitter para entender o sentimento dos brasileiros sobre a volta às aulas presenciais. Com 127.754 menções monitoradas exclusivamente no Twitter, o estudo aponta que mais de um terço das pessoas, ou 34,64%, ainda não estão seguras e preferiam não voltar às aulas presenciais neste momento. 

O levantamento foi realizado entre os dias 1 a 14 de setembro de 2020 pela ferramenta Knewin Social e apontou um pico de menções no dia 9 de setembro de 2020, com 45.935 menções. “Nos últimos anos, a Knewin vem fazendo uma série de levantamentos com o propósito de trazer informação útil e acessível aos seus clientes e à sociedade como um todo, ajudando empresas a tomarem decisões mais embasadas” afirma o CEO da Knewin, Lucas Nazário. 

O principal termo dos tuítes contra a volta às aulas é falta de segurança, “Casos de COVID aumentando”, “não tem vacina” e “medo do transporte”. Em contrapartida, os termos a favor são “não aguento mais ficar em casa”, “praia pode, mas aula não” e "saudades das aulas presenciais”. O sentimento, no entanto, é majoritariamente negativo, pois depois de todos os tuítes analisados foi possível perceber que 34,64% ainda não estão prontos para a volta às aulas de forma presencial, apenas 1,54% é a favor da volta às aulas e 63,80% podem ser classificados como neutro, sem expressar sentimento a favor nem contra.

O crescimento do ensino a distância no Brasil gerou grande debate, principalmente porque hoje 29% dos domicílios brasileiros ainda não têm acesso à Internet, de acordo com dados da Pnad Contínua TIC de 2020. A pressão pela volta às aulas presenciais foi potencializada a partir do segundo semestre de 2020. Os estados que estão considerando o retorno presencial são Amazonas, São Paulo e Rio Grande do Sul. 

Fonte: Assessoria de Imprensa