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Líder, Russomano tem aumento da rejeição, e disputa em SP fica mais acirrada, indica Datafolha

Candidato do Republicanos tem 46%, empate no limite da margem com Covas, no segundo turno


Candidato Celso Russomano. Crédito de Imagem: Mathilde Missioneiro/ Folhapress

Na última pesquisa do Datafolha antes do horário eleitoral gratuito, o candidato Celso Russomanno (Republicanos) manteve a liderança sobre Bruno Covas (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, mas sua rejeição está em alta e a corrida, mais acirrada.


Na disputa pelo terceiro lugar, Guilherme Boulos (PSOL) começou a se descolar de Márcio França (PSB), reduzindo sua distância para Covas, enquanto uma miríade de nomes ocupa empatada o pelotão inferior a 3%.


Se ambos os líderes forem ao segundo turno, como aconteceria hoje devido ao isolamento da dupla, Russomanno estaria numericamente à frente, com um improvável empate técnico no limite da margem de erro.


O instituto ouviu 1.092 eleitores paulistanos em 5 e 6 de outubro. A pesquisa, feita em parceria com a TV Globo, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.


Russomanno viu oscilar negativamente, dentro da margem de erro, a vantagem registrada na rodada anterior, em 21 e 22 de setembro. Ele foi de 29% para 27%, enquanto o prefeito tucano da capital foi de 20% para 21%. Com isso, num cenário improvável neste momento, eles podem estar empatados tecnicamente no limite da margem de erro.


Votam em branco ou anulam 12%, e 4% não sabem em quem votar.


Mas a exposição no período, que incluiu o primeiro debate entre os 11 candidatos na quinta-feira da semana passada, fez aumentar a rejeição ao líder. O índice daqueles que não votam de jeito nenhum em Russomanno subiu de 21% para 29%. Covas permaneceu estável, com 31%.


Isso deverá fazer acender uma luz amarela entre os estrategistas de Russomanno, que apostaram sua candidatura na associação direta com Jair Bolsonaro (sem partido), o padrinho de sua terceira tentativa de chegar à prefeitura.


Russomanno foi derrotado em 2012 e 2016, quando tinha índices semelhantes de liderança na largada antes do horário eleitoral. Em seu favor, discordâncias de organização e a Covid-19 cancelaram os próximos debates.


Tal nacionalização, que encontra contrapartida no fato de Covas ter sido vice do maior adversário do presidente, o governador João Doria (PSDB), por ora é rejeitada pelo tucano.

Covas tem insistido em temas locais na campanha e, até aqui, mal não fez para suas pretensões em termos numéricos.


Mas integrantes de sua campanha, assim como de outras, dizem que a diferença de fato será vista a partir do horário eleitoral, que acreditam ser mais importante neste ano porque parte da população ainda está buscando ficar mais em casa devido à pandemia.


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Por Igor Gielow para a Folha de S. Paulo


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