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Isolamento social pode impactar rotina dos portadores de Esclerose Múltipla



No próximo dia 30 é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM). No Brasil, cerca de 40 mil pessoas convivem com a doença e estima-se que 2,5 milhões são diagnosticadas com EM no mundo inteiro.


A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica autoimune e progressiva. Dessa forma, as células de defesa do corpo atacam o próprio sistema nervoso do indivíduo, causando lesões no cérebro e na medula.


Com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social, os pacientes com Esclerose Múltipla com graves limitações motoras, alterações da musculatura respiratória ou da deglutição possuem maior risco de contaminação mais grave por Covid-19.


De acordo com o Neurologista do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), Dr. Roger Gomes, é fundamental que o portador de Esclerose Múltipla dê continuidade ao tratamento, mesmo se diagnosticado com coronavírus. “Ao apresentar qualquer um dos sintomas do vírus é recomendado adotar imediatamente o isolamento domiciliar e acionar sua equipe de saúde, seja na Unidade de Saúde Básica mais próxima ou no centro de tratamento de EM. Mais importante é não suspender as medicações para a doença”, pontua.


A maioria dos profissionais tem adiado os intervalos para exames de controle, como o de sangue e ressonância, e adotaram modalidades de Telemedicina. O CEJAM, por exemplo, possui um serviço de teleatendimento disponível gratuitamente para todos os usuários das unidades de saúde geridas pela entidade. Desde o início do projeto, já realizou mais de 1,4 mil consultas.