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Bolsas digerem confirmação de favoritismo de Biden após debate


Crédtios: Patrick Semansky/AP Photo - Valor Investe

A sexta-feira deve ser de repercussão do último debate antes da eleição presidencial nos EUA entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.


"Ontem foi a grande chance de Trump virar alguns estados chave, como a Flórida, e eu acredito que nessa última chance o Biden conseguiu se manter à frente", avalia Alexandre Almeida, economista da CM Capital. "O debate acabou confirmando o favoritismo de Joe Biden", diz.

A percepção dos americanos também foi essa. Pesquisa da rede CNN com telespectadores apontou que Biden saiu vencedor do embate, segundo 53% das pessoas que votaram, enquanto 39% disseram que Trump venceu o debate. A maior parte dos eleitores (73%) consideraram que as críticas de Biden a Trump foram, em sua maioria, justas.


Para Felipe Sichel, estrategista do banco Modalmais, no entanto, o debate de ontem deve ter pouco impacto na eleição devido à grande quantidade de votos que já foram encaminhados via correios. As bolsas americanas já começaram a embutir em seus preços uma vitória de Biden à medida que cresce a possibilidade de uma chamada "Onda Azul" - cenário de controle democrata da Câmara dos Deputados e do Senado, sob a presidência de Biden.

A novela sobre a discussão em torno de um pacote de estímulos para a economia americana foi, claro, pauta do debate. Trump e Biden trocaram acusações pelo fracasso nas negociações.

Trump acusou a presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, pelo impasse que se arrasta há meses sobre o pacote, citando as diferenças sobre a ajuda e os imigrantes ilegais. Biden, por sua vez, disse que o pacote é bloqueado pelos republicanos no Senado.


Mas Trump afirmou que pode persuadir os republicanos no Senado a aprovar o pacote se um acordo for alcançado. “Se tivermos um acordo, os republicanos no Senado irão aprová-lo”, afirmou Trump.


Nesta semana, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que alertou a Casa Branca do risco de dividir a bancada se pressionar pela votação ao pacote de ajuda de cerca de US$ 2 trilhões antes da eleição.


Nesse "estica e puxa", Almeida observa que a aversão ao risco nos mercados diante da longa espera pelo novo pacote de estímulos deve seguir, pelo menos, até a eleição americana, que acontece em 3 de novembro.

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Por Weruska Goeking, Valor Investe

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