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Último debate na TV tem tabelinhas, 'VAR', repetição de falas e fake news


Candidatos à Prefeitura de São Paulo | Imagem: ADRIANA SPACA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

O último debate com candidatos à Prefeitura de São Paulo, transmitido pela TV Cultura ontem, registrou tabelinhas contra o atual prefeito Bruno Covas (PSDB), repetição de frases de efeito já proferidas em outros debates e a disseminação de notícias falsas.


Derretendo nas pesquisas, Celso Russomanno (Republicanos) voltou a atacar Guilherme Boulos (PSOL) pelo suposto uso de empresas fantasmas na campanha. O tema foi citado pela primeira vez no debate produzido por UOL e Folha de S.Paulo, na quarta, e posteriormente desmentido por checagens feitas pela reportagem. No mesmo dia do debate, a Justiça ordenou que o vídeo fosse excluído.


A TV pública paulista utilizou expediente semelhante ao "VAR" para definir se os candidatos teriam ou não direito à resposta. Joice Hasselmann (PSL), Guilherme Boulos e Russomanno tentaram respostas fora do tempo determinado pela emissora. Apenas Russomanno teve o pedido atendido (leia mais abaixo).


O debate, transmitido pela TV Cultura, aconteceu no Memorial da América Latina, na zona oeste de São Paulo. O mediador foi Leão Serva, diretor de jornalismo da emissora. Nos bastidores, Serva comemorou a boa audiência do debate e a repercussão que o embate entre os candidatos teve nas redes sociais.


Foram convidados todos os candidatos filiados a partidos com representação no Congresso. São eles:

  • Bruno Covas (PSDB)

  • Joice Hasselmann (PSL)

  • Andrea Matarazzo (PSD)

  • Orlando Silva (PCdoB)

  • Márcio França (PSB)

  • Guilherme Boulos (PSOL)

  • Jilmar Tatto (PT)

  • Celso Russomanno (Republicanos)

  • Marina Helou (Rede)

  • Arthur do Val (Patriota)


No primeiro bloco, respondendo a perguntas sorteadas pela jornalista Vera Magalhães, candidatos repetiram as mesmas falas feitas anteriormente no debate da TV Band, que aconteceu no final de setembro.


Jilmar Tatto, por exemplo, voltou a criticar as políticas de Bruno Covas (PSDB) e do governador João Doria (PSDB) para a região da cracolândia. Arthur do Val (Patriota) voltou a reforçar que não usa dinheiro público em sua campanha, e Marina Helou (Rede) usou o termo "lacração na internet" para criticar seus rivais.


"Eu vou voltar o programa Braços Abertos, um programa exitoso do governo Fernando Haddad", prometeu o petista Jilmar Tatto, sobre o programa do ex-prefeito de São Paulo para a região da cracolândia. "Aquelas pessoas precisam de carinho, amor, precisam de tratamento médico, assistência social, de moradia, de emprego. O Bruno Covas esparramou as pessoas junto com o [governador João] Doria. No meu governo isso não vai acontecer, vou dar carinho a essas pessoas", repetiu Tatto (PT).


"Quero deixar claro antes de mais nada que sou o único candidato de todos aqui que abriu mão do fundo eleitoral para fazer campanha", reiterou Arthur do Val. "O único candidato que não está usando o dinheiro do seu imposto para fazer campanha eleitoral no meio da pandemia."


"Eu também estou porque sei que a política é a principal forma de transformar as realidades, mas não essa política ruim com mesmas ideias, nomes, partidos de sempre, nem essa política de lacração na internet", disse Marina Helou (Rede).


Boulos, por sua vez, também repetiu que é o "único candidato que vive na periferia" entre os postulantes à Prefeitura. Ele mora no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

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Alex Tajra, Beatriz Montesanti e Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo


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